quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Feminismo, ame-o ou deixe-o... Será mesmo?

Olá, galera! Vou começar outra série de textos sobre um assunto específico e dessa vez é sobre feminismo. Nesse texto vou me a ter a descrever o movimento sem dar tanta atenção a cronologia de conquistas, a literatura, as personagens, etc.

Feminismo, uma palavra que assusta de primeira mão. Sim, se autodeclarar feminista é uma coisa muito difícil e arriscada. Isso porque muitas pessoas interpretam errado ou leem informações erradas sobre o movimento. A veiculação de informações erradas virou uma epidemia com a chegada das redes sociais. É uma faca de dois gumes, ao mesmo tempo que é uma forma de democratização da informação, de conhecimento, é uma forma de manipulação e ignorância.

Imagine só, posso postar qualquer coisa no facebook e ninguém questiona a fonte, a veracidade da informação (geralmente). Um exemplo muito forte é com os grandes escritores, que tem seus nomes assinados em frases que não são deles, a pessoa que faz isso provavelmente quer apenas compartilhamentos. Ora, o que é mais bonito, uma frase assinada por Clarice Lispector ou uma frase assinada por um cidadão “comum”?

Isso é muito recorrente com ideologias. E é uma coisa que me irrita profundamente. Mas estou para simplificar o que é o tão amado, ou odiado injustamente: FEMINISMO!

A primeira coisa a se entender é que durante a história, o feminino, sempre foi tratado como menos, sempre foi o desvalorizado. Quem duvida disso pode dar uma olhada em qualquer constituição do passado de qualquer país. O direito ao voto é uma coisa extremamente recente, por exemplo.

A luta feminista sempre foi para reverter esse quadro, essa assimetria.  O feminismo, antes de tudo, pensa em recriar, repensar a questão do gênero, repensar para mudar. Mas mudar de que forma? Acabar com a família e o romantismo? Não. Queremos liberdade de gênero, pensar em uma sociedade na qual ambos os gêneros, ou melhor, na qual todas as pessoas sejam livre para ser aquilo que quiserem. Sem ser acusadas com aquelas frases misóginas do tipo:
- Isso não é coisa de mulher/homem de verdade!
- Isso é coisa de puta/vadia/cachorra.
- Obvio que foi estuprada, olha a roupa dessa menina!

E para os que já começam a chiar, não, não tem problema uma mulher gostar de rosa, gostar de maquiagem, gostar da barbie. Assim como não tem problema ela gostar do oposto disso, e o mesmo vale para os homens. A frase do que define o movimento feminista para mim, é aquela super famosa da Simone de Beauvoir:

“Que nada nos limite. Que nada nos defina. Que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substancia.”

Outra coisa a ser entendida é que o feminismo trabalha em várias frentes. Não existe um carro chefe, uma importância maior. Você decide pelo que você quer lutar, e pode ser por tudo. Você pode participar de vários coletivos.

Quais as frentes do movimento feminista então? O que ele defende? Feminismo é um movimento que luta pela igualdade econômica, social e política entre os sexos. Agora algumas frentes:
  • Legalização do aborto;
  • Educação para mais mulheres;
  • Contra a cultura do estupro;
  • Contra a violência doméstica;
  • Feminicídio;
  • Por mais mulheres na política;
  • Contra a lesbofobia, homofobia, transfobia;
  • Desigualdade salarial entre homens e mulheres;
  • Contra a cultura que nos quer padronizar.


Essas são as frentes que eu conheço e participo. Mas vou falar sobre cada uma nos próximos textos. Então, calma, cara!

Agora vamos ver alguns índices, alguns dados. Pra você não achar que eu estou mentindo! 
  • ·         SUS recebe duas mulheres por hora vítimas de abuso;
  • ·         Uma em cada três mulheres, sofre violência doméstica;
  • ·         No caso de estupro, as mulheres representam 82,8% das vítimas;
  • ·         Entre as pessoas que sofreram ameaças em 2013, 65,9% eram mulheres;
  • ·         No caso de lesão corporal dolosa, mulheres respondem por 63,6% dos registros;
  • ·         As mulheres também são a maioria em tentativas de estupro são 90,3%;
  • ·         E também de violência domestica 63,5%;
  • ·         E também em casos de calúnia, injúria ou difamação 70,3%;
  • ·         E também em casos de constrangimento ilegal (59,6%).

     São apenas alguns índices. São todos problemas que estão sim relacionados ao machismo. Por quê? Porque a mulher não é estuprada pela roupa curta, é estuprada por ser mulher. Ela não apanha em casa porque responde o marido, apanha porque é mulher. Isso é misoginia. E existem vários por aí. É uma questão de segurança pública, saúde pública, naturalmente que é. Mas é uma questão de educação e cultura também! 

Entendam: a luta não é contra o homem! A luta é contra o sistema, é contra o governo que permite que essas atrocidades aconteçam. A luta é contra a cultura que afirma esse tipo de violência.

Por fim, vou colocar um trecho de um livro bem legal, chamado "O que é feminismo?". Feminismo liberta, não aprisiona.

“A luta contra a discriminação implica, assim, na recriação de uma identidade própria, que supere as hierarquias do forte e do fraco, do ativo e do passivo. Identidade esta em que as diferenças entre os sexos sejam de complementaridade e não de dominação. Em que força e fraqueza, atividade e passividade não se coloquem como polos opostos definidores do masculino e do feminino, e sim como parte de uma totalidade dialética, contraditória, do ser humano.”



Espero que vocês tenham gostado. Deixe um comentário com a opinião de vocês. 
Beijos de batom preto,
Giu.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Dreads, a série: Esteriótipos...

Olá, pessoas! E lá vai o primeiro post da série de Dreads.
Se você quiser fazer os dreads precisa ter em mente que 90% do mundo vai te rotular de inúmeras coisas, bem como acontece com qualquer pessoa que possua um estilo diferente do usual, e por usual quero dizer o mais vendido pela mídia. Toda vez que você mudar sua imagem para uma que não é aquele padrão,  as pessoas vão te julgar, isso é um fato. Esse texto será principalmente para pessoas que não fazem parte e nem querem fazer da cultura dreadlock. Parem de rotular os outros!
Quem tem dreads não precisa necessariamente:

 Ser Rastafari.

(Essa é minha identidade, cara.)

Fumar Maconha.




 Ser fedido (a).



Ser vegano/vegetariano (a).




 Ser ambientalista/naturalista.



 Ser de esquerda.


(O QUÊ?)

Ser hippie.



 Ouvir Reggae.



 Gostar de artesanato de rua.



 Gostar do Bob Marley ou saber tudo sobre ele.




 Ser negra (o).



Essa foi uma lista bem curta, eu acho que todo mundo pode ser o que quiser, quando quiser e aonde quiser. Você pode ser qualquer coisa dessa lista tendo ou não dreads. Então, seja apenas feliz com o estilo que for, desde o padronizado até o mais diferente possível. A vida é só uma galera, bora curtir? 

PS.: Os gifs são só brinks, galera. (:

Beijos de batom preto, 
Giu.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Dreads, maluco!!

Olá, bruxinhos e bruxinhas! Como vão? Comigo tá tudo ótimo. Vim fazer um comunicado, eu vou fazer uma série de posts sobre: DREADLOCKS! Sim, eu amo esse tema e amo esse estilo! Eu tenho três dreads e pretendo fazer mais. Também estou começando a conhecer a cultura, então caso eu escreva alguma coisa errada, mil perdões e me corrijam! Então, esse post é explicativo apenas. Vou tentar lançar um post por semana, assim que conseguir todo o conteúdo. E cada post terá um tema. Espero que vocês gostem. Bom, já deu pra perceber que eu sou um mix do mundo, né? hahaha. Isso aí, gente!


Beijos de batom preto,
Giu. 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Brasil, por que tão calor?!

Olá, bruxinhos e bruxinhas! O post de hoje é sobre moda! Eu amo moda! Sei que muitas pessoas duvidam disso e até me consideram meio... largada, mas tudo isso faz parte do meu charme hehehe.
Brincadeira. Mas, vamos ao post!
Como eu já havia dito, eu não curto apenas um estilo e sim vários. Sou um mix do mundo. Bom, viver no Brasil não é tarefa fácil, especialmente pra quem ama preto. Mas, se você ama usar short igual eu, você vai amar os looks que eu achei. Espero que vocês curtam e usem. Sei que tem muitas pessoas que odeiam shorts, mas bruxinhas e bruxinhos, faz bem <3 hahahha
Então ai estão os looks. Arrazem, migas.







Existem vários tipos de estilos para usar com short! Então, aproveitem, já que estamos no Brasil, né? Espero que vocês tenham gostado dos looks, e sim eu amo o estilo da Lua P! hahah
Isso ai!

Beijos de batom preto,
Giu.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Olá, bruxinhos e bruxinhas! Esse post será meramente explicativo. Bom, eu não pretendo apenas postar textos meus. Eu também quero postar sobre moda alternativa, que eu gosto bastante. Eu sou um mix de vários estilos. Sou de lua, entendem? Tenho váaaarias fases, hehehe.
Eu gosto de moda dark, metal, vintage, hippie, enfim! E misturo tudo. Por isso quero tentar fazer uns posts sobre isso, e me digam aí se vão querer ou não, fechou?
Outra coisa, vou fazer resenhas sobre livros, filmes, documentários, música e séries! Sou viciada! E a ultima coisa sobre assuntos mais sérios, como veganismo, direito dos animais e das mulheres. Adoro política e gosto de compartilhar informação.
Bom, é isso aí! Comentem aí o que vocês acham, sugiram coisas novas também. Isso aí!



Beijos de batom preto,
Giu. 

Por que não se importar?

Por quê não se importar? Andei pensando e pensando sobre isso por o que me parece um bom tempo. E isso simplesmente me confunde. O ser humano é um ser social, certo? Ele precisa conviver em sociedade para sobreviver... E conviver em sociedade significa ter que se encaixar em padrões sociais...Ah, e os magníficos que se acham isentos deste tipo de prisão mental, eu devo dizer que estão tremendamente enganados por essa ideia de ser especial, rebelde e diferente. Porque no fim somos produtos de nossas próprias mentes e a vida é assim.
Verdade mesmo, amigo. Você vai se vestir de tal maneira para acompanhar uma tendencia, mesmo que seja aquela tendencia de não seguir tendencia nenhuma. Você vai ouvir bandas com seus amigos para acompanhar uma moda, mesmo que seja a moda de não ouvir o que está na moda.
Uma notícia: você não é original. Mas quem liga? Você, você com certeza liga. Você provavelmente não está admitindo que liga, mas no fundo dessa sua mente você sabe que liga. E você pode até argumentar como é um ser que tem ideologias fodas, anti-qualquercoisa. Isso também é tendencia, isso também, de certa forma, é moda. Porque você vai seguir um padrão e ser reconhecido por isso e se orgulhar disso, ou não? Você vai chegar num canto e todos vão te encarar. Caramba, como esse cara é louco! Ele é tão diferente! Ual!. E você goza de tanto prazer por isso. E acha que está sendo diferente e acha que está sendo especial e rebelde. Isso é estupido, cara. Assim como esse mini-texto, assim como eu sou estupida por escrever e publicar isso, assim como todos os seres humanos são estupidamente carentes por atenção e reconhecimento alheio, seja por sermos inteligentes, bonitos, rebeldes. E nada disso é novo. E a vida é assim. E por que não se importar? Porque ninguém sabe que você existe, ou melhor, uma parcela insignificante do mundo sabe. E mesmo assim, no fim você vai morrer, você é apenas mais um saco de ossos e carne e amontado de merda. E a vida é assim. Quando você assumir que ninguém é melhor e nem pior que você, nem mesmo Gandhi, nem mesmo a Beyonce, nem mesmo ninguém, ai sim você se liberta e talvez (TALVEZ) pare de se importar tanto com os outros, afinal, eles também são apenas um amontoado de ossos, carne, órgãos e merda. Você se liberta e pronto. E dane-se o resto. Então não se importe, porque ,afinal miga, você não é obrigada.

Olá, bruxinhos e bruxinhas! Eu escrevi esses texto a algum tempo atrás e postei no meu facebook e como gosto muito dele, resolvi reposta-lo por aqui. Isso aí!
Beijos de batom preto,
Giu.

Padrões de Beleza, a mini-reflexão.

Imagem sobre o corpo! Ah, padrões de beleza. Malditos sejam! Sim, todos nós, homens e mulheres (muito mais as mulheres) vivem sob a constante pressão de ter que agradar fisicamente a todos. Sim, é uma realidade. E não só para relacionamentos, mas para trabalhar também. Uma coisa antiga, antiga chamada preconceito. 
Que coisa é o ser humano! Somos tão diferentes e isso é o que nos faz belos, mas algumas pessoas insistem na padronização da beleza. Eu não quero ser igual a todas, quero ser do meu jeito. Mas também nada de errado em ser igual a todas. 
A única que você precisa fazer é se aceitar. Sim, aquele velho papinho "Seja você mesmo", "Você é linda do jeito que é", é a pura realidade. Se existe preconceito? Obviamente! Mas ele só fica mais forte se você afirma ele, se você não questiona. Então a melhor coisa a fazer é sim meter o DANE-SE e ser feliz. A vida é curta, bruxinhos, então vivam! Se permitam! Sejam belos a maneira de vocês! 

Beijos de batom preto,
Giu.